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sexta-feira, 2 de março de 2012

Meu castelo de mentiras...


Olhava pra aquela casa...
Me arrepiava diante das lembranças
Boas ate certo ponto.
Dolorosas em todo o resto.
O presente não era como o arco-iris colorido e alegre que havia na parede.
Quando se descobre que tudo que você viveu foi uma grande mentira
As coisas começam a fazer sentindo e tomar o seu lugar de direito
Ela nunca foi um exemplo...
Ele era humilhado...
E mesmo assim sorria ao chegar cansado de um dia de serviço
Deitar no sofa para ver o jornal
E ouvir os filhos o aporrinhando.
Enquanto ela...
Bem ela acendia seu cigarro e voltava atenção para mais um torneio de buraco
As crianças se sentiam um tanto largadas,
Uniam-se...
Era a única esperança que tinham...
Apesar das brigas, estavam sempre juntos.
Olhando as fotos na parede ria com desdém
Mentiras...
Era apenas isso que cada foto em família representava
Um motivo tolo para uma traição
E tudo veio abaixo...
Dar uma chance... dar outra...
Mas persistir no erro é querer demais.
Deus perdoa... Mas a consequencia vem
De nada lhe adianta dobrar o joelho e orar...
O que você tinha você jogou fora.
Apenas para satisfazer sua curiosidade
Sua filha te atura...
Teu filho tem asco a você
E o homem que um dia te amou...
Apenas a quer longe.
Então cuidado ao resolver “saber como é tal coisa”
Se você viu a desgraça antes
Por que repeti-la?
Usar de Bom senso
E lembrar:
Se você ama demonstre...
Porque depois que você perde
Uma demonstração nao vale de nada.



Why?




Olhando o céu noturno imaginando-o aqui.
Sua presença me acalma, sua voz me excita...
Mas acima de tudo só de estar do seu lado estaria feliz.
Estaria bem...
Me faria esquecer das tristezas e de todo resto
Seriamos apenas eu e você...
Suspirei sentindo as lagrimas em meu rosto.
Mas era impossível... Nada mais era possível.
Não nesse momento... Não nessa vida.
Porque o destino foi cruel...
Ou teria apenas você sido um idiota?
Ao dizer que me amava e mesmo assim
Negar e simplesmente terminar comigo.
A vida foi má?
Ou você jugou demais o pouco que viu?
Como começou, terminou.
Por uma conversa... Mas sem sorrisos
Apenas com lagrimas e magoas
Uma ferida aberta ainda sangra...
E o coração ainda pulsa...
Clamando por um pingo de amor
Um pouco do que eu dei...
Só um pouco do que eu dei sem pensar,
Sem exitar,
Sem me importar com a distancia ou qualquer outra coisa
E perdi...
Perdi mas nao me importo.
Continuo sentindo o coração pulsar
Com o peito aberto vejo o sangue escorrer a cada palpitação
Porque? Simplesmente porque te amo.
Te amo mas acabou
Te amo e a sua chance passou.
Me pergunto o porque
A cada eu te amo que você me diz.
Se há tanto amor assim
Porque partiu meu coração...

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Fairy Nothing Tales - 1 - Zombie Alice...




A garota olhou-se no espelho.
Cabelos desgrenhados, olhos arroxeados e a pele acinzentada... Parecia um tanto...
-Morta.
Isso...morta era a palavra certa. Sorriu admirando sua imagem perfeita.
Tic... Tac... Tic...Tac...
Ela olhou para os lados e o viu...Um rapaz, de colete e cabelos brancos com um relogio de bolso daqueles antigos...
Ele apontava o relogio e parecia ansioso: 
-É tarde... É tarde...
Ela o olhou sem entender... Sentiu o musculo do pescoço repuxar e começou a segui-lo, andando com dificuldade... Sorria olhando a pele corada dele, ele parecia delicioso. Se aproximou dele... Ele parou repentinamente olhando um buraco no tronco de um grande e velho carvalho... Ela aproximou os labios de seu pescoço e o mordeu... O grito dele a fez sorrir puxando uma lasca.
- Delicioso. Realmente delicioso...
Seus pensamentos gritaram enquanto ela tentou em vão segura-lo para morder mais. Com medo tentando se soltar das garras de Alice ele caiu pelo buraco esguichando sangue pelo pescoço. Mastigando aquele pedaço do garoto pescoço dele Alice sorriu pegando o relogio. Tic...Tac...Tic...Tac...Tic...Tac... o barulhinho a distraia... Deu alguns passos pra frente e sentiu o corpo cair por ondo o garoto havia caido. Sentia tudo rodar... caindo e caindo e caindo.
O corpo putrefato contra bateu contra o chao num baque suave... Sem dor Alice levantou-se sentindo alguns musculos repuxarem e começou a andar em direção a floresta que via pela frente.
Ouvia uma musica chata... que lhe daria sono em outrora caminhando com passos lentos, meio se arrastando ela viu uma mesa longa...
- Atrasada pro chá mocinha...
O rapaz de cabelos alaranjados e cara de maniaco sorriu tremendo com um bule de chá nas mãos. Alice andava trombando nas cadeiras. Ele estendeu a mão tremula com uma xicara quebrada para ela. A garota sorriu cravando os dentes em sua mao. Ele gritou puxando a mao deixando um pedaço em sua boca:
- Garota maluca!
Ela se aproximou mais lançando os braços a frente segurando-o pelo paleto ela mordeu seu labio e puxou. Ele gritava sentindo a pele de seu queixo ser arrancada. Ela sorria mastigando e mastigando, seu olhar vitreo o encarava. Ele não sabia o que fazer e apenas entregou-se a sua loucura... Alice o devorou pedaço por pedaço ouvindo o tic...tac... do relogio em seu bolso. Ela ainda estava atrasada. Saiu dali caminhando erroneamente por entre as arvores do bosque. Encontrou alguns guardas pintando umas rosas de vermelho: - Ela mandara cortar nossas cabeças... Pinte isso logo... 
- Cale-se... se alguém nos vir... Oh...quem és tu garota?
Alice olhou para eles responder mas apenas grunhidos saiam de sua boca... Ela mordeu a mão estendida do guarda e ele começou a gritar... Ela saltou sobre ele mordendo seu rosto. O outro guarda ouviu os gritos e veio tentando salvar o amigo já morto... Ele foi envolvido por uma fumaça roxa,começou a sufocar e caiu no chão. Alice olhou enquanto mastigava o guarda que estava por baixo dela a nevoa roxa se tornar um gato flutuante que olhava pra ela:
- Zumbis... Meu Deus... Onde esse mundo vai parar...
Ao terminar de dizer isso um tapete vermelho rolou por cima dele fazendo o gato sumir. Uma mulher gorducha atarracada chegou olhando a garota que mastigava seus guardas: 
- O que esta havendo aqui?
A garota levantou olhando a mulher que tinha uma coroa, obviamente ela seria uma rainha... Alice começou a caminhar, tentando falar... Em sua mente ela ouvia: 
- Ola vossa majestade, é um prazer conhece-la, sou Alice...
Mas a rainha só ouvia seus ganidos. Imponente a rainha começou a gritar:
- Cortem-lhe a cabeça... Nao deixe que ela se aproxime de mim.
Porem não havia mais ninguém ali, sus guardas jaziam desmaiados no chão. Os olhos do gato flutuaram ao redor do corpo de Alice com um sorriso malicioso.
- Querida... O almoço esta servido.
Alice sorriu esticando os braços putrefatos pegando a rainha pelos cabelos ela sorriu mordendo a orelha dela puxando. A mulher gritou e esperneou mas o gato passou por seu rosto a deixando imovel. Alice começou a devora-la completamente...
O gato enevoava o ambiente vendo-a devorar a vellha tirana o Tic-Tac no bolso de Alice silenciara. O coelho estava certo, ela estava realmente atrasada...

Atrasada para começar o terror na terra dos contos de fadas...

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Contos Macabros de Natal... - Biscoitos para de uma garota má...



(musica: Ballrog Boogie – Diablo Swing Orchestra)

“Sorri enquanto cortava cada pedacinho daquela pele nojenta para levar ao forno... Os convidados dessa noite teriam uma grande surpresa...”

A garota de cabelos negros sentia o odio subir pela garganta. Havia mais de 6 meses que ela e ex-melhor amiga não trocavam um oi. El já estava farta dessa situação...
A rua mal iluminada levava ate a casa de Holly. Amy caminhava sentindo o odio brotar, sua mãe havia feito ela ir convidar Holly para a festa de natal. Chegando a altura do numero 546 ela entrou na varanda ilumianada por pisca-piscas vermelhos e verdes, olhou a guirlanda pendurada na porta e fez uma careta antes de bater a porta.
Esperou que ninguém atendesse. E ninguém veio... Quando resolveu ir embora a porta da frente foi aberta pela menina de cabelos avermelhados que outrora fora sua amiga:
- O que você quer?
A frieza na voz dela a desarmou, ela queria chorar mas o orgulho a fez engolir, com uma careta ela fingiu não ter ouvidoa grosseria:
- Holly, sua mãe esta? Preciso falar com ela.
- Nao ela não esta... O que quer Amy?
- Nada demais, minha mae convidou a sua para o Natal. Como todos os anos. So isso. De o aviso sua mãe..
Antes de Holly respoder a morena se virou dando as costas e voltando a rua cheia de neve. O odio que explodia dentro dela era impressionante. Chutou um boneco de neve e sorriu vendo-o despedaçado no chão.
Holly sua miseravel você não perde por esperar...
Entrou em casa tirando a touca coberta de neve e o cachecol negro com detalhes roxos foi ate a cozinha em busca de sua mãe:
- Mãe cheguei, Marci não estava em casa, e deixei o recado com Holly.
- Ok bebê, mas e então? Voce e Holly voltaram as boas?
- Ah voltamos...
Sorriu sendo ironica e desceu da banqueta onde estava subindo as escadas ate seu quarto. Entrou olhando a foto das suas ainda na parede. Maldita Holly...

(Flash Back)

Na hora do recreio cinco garotas vestidas de rosa cercaram Amy que esperava por Holly:
Esqueça de Holly, Amy estranha.
Porque? O que voces fizeram com ela?
Nos? Foi você quem fez...
Amy saiu dali correndo ate onde ficavam os armarios. O armario de Holly pendia aberto com suas coisas espalhadas pelo chão e paginas e mais paginas de um caderno espalhadas pelas paredes:
Hey Amy... Então quer dizer que você e Holly se amam? De verdade.
Um gosto ferreo invadiu a boca da garota que correu ate Holly que tentava pegar suas coisas.
Porque você fez isso?
Eu não fiz isso...
É claro que fez... Era a única que sabia... E esse caderno estava com você!
Sentindo a frieza de cada palavra que Holly dizia Amy sentiu que aquilo acabaria.
Deixa eu te ajudar?
Claro... Esquece que eu existo...
Holly colocou os materiais na mochila e saiu andando...

(Flash Back)

Sorriu sentindo o prazer de rasgar a foto, não se permitiu derramar uma lagrima. Nao queria mais ama-la, nem como amiga, nem como mulher nem de modo algum. Olhou para o celular e sorriu. A ceia de natal seria por minha conta...
Dia 24/12 as 08:30

Amy acordava e se vestia. Hoje era o grande dia... Desceu ouvindo a campainha tocar:
- Amy querida como esta linda tão cedo!
Marci com seu traje natalino vermelho e verde estava parada a porta com uma grande travessa de torta de pessego e Holly vinha atras dela com cara de nojo.
- Obrigada Marci, minha mae esta na cozinha.
- Holly seja educada...
Holly fez uma careta e acenou com a cabeça.
- Oi...
Amy olhou para ela sem emoçoes e respondeu friamente:
- Entra, eu jamais deixaria um animalzinho morrer de frio na minha porta.
Marci não ouvira pois estava parada na porta da cozinha conversando com Olivia.
- Eu não sou um animal Amy.
- Pra mim é, apenas uma coisa que não requer minha atenção.
Deu as costas a garota e foi para a cozinha sorridente... Seu plano sairia perfeito.
Começou a separar as coisas para uma fornada de biscoitos quando Marci começou:
- Entao Amy fara os biscoitos para o Papai Noel?
- Sim Marci, receita nova... farei enquanto voces estiverem fora... receita secreta...
Quando o relogio badalou 15:00 as duas mulheres sairam. Holly estava distraida assistindo Dexter. Amy sorriu com a ironia, a musica tema de Dexter tocava ao fundo quando ela se aproximou com um fio de nylon... 3...2...1...
Holly estava agonizando sentindo o aperto forte de Amy. O ar não chegava a seus pulmoes. Amy sempre fora maior e mais forte que a fragil e esbelta Holly. Semi-consciente Holly sentiu que era puxada para algum lugar. Alguem a segurava pelos cabelos enquanto tocava Du Hast do Rammstein de fundo. Sentiu o corpo gelar ao lembrar de Amy falando sobre matar alguém com aquela musica:
- Amy... N...Não faça isso.
O tapa a fez estremecer e o sabor do sangue trouxe nauseas.
- Voce não quer uma amiga falsa... nem uma que te ame. Pouco me importa... So que como fui uma menina ma... O papai noel vai se fuder esse ano.
A garota de cabelos loiros tentou se debater quando as maos fortes de Amy a pegaram pelos cabelos e começaram a bater sua cabeça contra a parede. A dor crescia a cada batida. Ela já não via mais nada quando sentiu o liquido quente e espesso escorrer...
- Morra em paz... ou não Holly.
A pancada dada com uma pá fez a cabeça loira rolar pelo chão do porão. Amy sorria histericamente ao ver o sangue... Aquilo ficaria ali para sempre. Com uma faca bem amolada Amy começou a abrir a garota morta... Jogou suas entranhas para uns cães que haviam na rua e começou a cortar pequenos pedaços da pele, subiu com o ingrediente secreto misturando-o a massa. Fez os biscoitos redondos e colocou nas formas para assar. Era 19:00 quando Olivia e Marci voltaram carregadas de sacolas.
- Onde esta Holly?
- Marci ela disse que não queria ficar e saiu...
Marci deu de ombros a filha desnaturada e foi organizar os presentes em torno da arvore.
- Querida como seus biscoitos estão gostosos... Esse ano você inovou colocando frango neles?
Amy fez que sim segurando o riso de sua mae que dividia o biscoito com Marci.
- Amy querida isso esta perfeito... Que ingrediente secreto era esse?
A garota começava a sorrir ensandecidamente passando as unhas pelas coxas desnudas e pelos braços.
- Amy... de novo não.
O olhar preocupado de Olivia demonstrava outra crise de auto mutilação de sua filha.
- Voces acabaram de comer biscoitinho de Holly...
Marci estremeceu fazendo vomito e Olivia a olhou assustada:
- Nao pode ser...
A garota gargalhava como uma vilã maluca de desenhos animados:
- Olhe no porão a cabeça dela ainda deve estar la.
Marci correu a porta acompanhada de Olivia o grito unissono das mulheres fazia Amy gargalhar se sacudindo ouvindo Slipknot em seus fones de ouvido...
- Nao acredito... Sua maldita...
A voz de Marci era de odio. Olivia a segurou pegando o telefone ligando para a policia. A noticia impactante espalhou pela cidade como uma infecção num hospital. Todos sabiam do caso das garota que matou a outra e deu para a mae comer porque foi rejeitada...

Na noite do dia 25/12 ouviram-se relatos que da sela acolchoado onde se encotrava Amy Williams ela gritava:
“Garotas más não ganham presentes... Mas o Papai Noel,aquele velhinho filho DA PUTA tambem não se da bem comendo biscoitos no sabor garotinhas...”


(tem mais...)

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Playing God




Se você me magoa eu posso te matar?
Se você brinca com meus sentimentos
Posso eu te estraçalhar ou te cortar os pedaços?
Se voce me usa eu posso brincar de Deus...
Brincando de Deus
Eu mando e desmando...
Eu tiro a vida ou a deixo com ela
Brincando de Deus
Eu sou quem eu quiser
Se você pode me acusar
Eu posso quebrar seu dedo
Ou seu nariz...
Ou suas pernas
Brincando de Deus eu sofro menos
Sofro menos por amar quem não me ama
Alegro meu coração
Amando quem me dê valor
Brincando de Deus eu faço
Que a minha vontade seja feita...
Se você falar mal de mim arranco sua língua
Se ousar me trair
Te castro...
Brincando de Deus
Eu dominaria o mundo
Mas o unico que quero conquistar
pode não me ver direito por tras disso...
Voce não precisa crer em nada escrito
Apenas sinta o que eu realmente sinto
Por tras de toda essa carnificina
Quem esta retalhada em pedaços sou eu
E o único que pode juntar cada pedacinho é você...
Voce que diz me amar...
Voce que se preocupa comigo
e sorri com cada palavra que sai da minha boca...
É por você...
Por você que parei de agir como Deus...
Por você virarei apenas mais um boneco
No teatro da vida serei manipulada...
As vezes com rebeldia
Mas sempre te amando...